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Local do evento

Theatro Guarany
Rua Lobo da Costa, N° 849
Centro - CEP: 96010-150
Pelotas - RS

(53) 3275-8447

Previsão do Tempo

História dos prédios que abrigarão o IX CBAI

THEATRO GUARANY

A opulência artística vivida em Pelotas, desde antes de eclodir a Revolução Faroupilha, fazia com que seus moradores investissem cada vez mais na cultura. Mostra disto era o Teatro Sete de Abril, inaugurado a 1834, que mostrou grandes apresentações de famosas companhias que eram conhecidas de norte a sul, e foi ele, de certa forma, que levou à construção do Theatro Guarany.

Tudo começou com um fato ocorrido com a vinda de uma importante companhia de teatro à cidade e que motivou o coronel Rosauro Zambrano, abastado comerciante e charqueador pelotense, a idealizar o Theatro Guarany.

Como a maioria dos europeus, o coronel era um apaixonado por companhias de óperas. Naquela época, o único teatro existente em Pelotas era o Sete de Abril, onde Rosauro Zambrano mantinha convênio com a gerencia da casa, garantindo a reserva de determinado camarote para as apresentações. Se por algum motivo deixasse de comparecer pagava da mesma forma. Porém, um certo dia na hora do espetáculo, ao dirigir-se par a efetuar o pagamento do camarore, constatou que por uma confusão do gerente ou da bilheteira o local havia sido vendido a outro, estando a locação do teatro esgotada. Não conformado em não poder entrar, o coronel teria dito? “Já que vocês não guardaram o meu camarote, eu não piso mais no Teatro Sete de Abril e vou construir um outro para assistir óperas e operetas”.

Com iniciativa e apoio financeiro do Coronel Zambrano, Francisco Santos e Francisco Vieira Xavier, foi formada então a empresa Zambrano, Xavier & Santos, que possibilitou a construção do teatro. Alguns anos após a inauguração, a sociedade foi desmembrada, com a aquisição de todas as cotas pela família Zambrano, que até hoje mantém exclusivamente com mais uma iniciativa privada, sem qualquer auxilio governamental. A família tem dirigido e preservado o teatro, tratando da sua conservação, sem sair de sua construção original, em estilo que se assemelha ao neoclássico. O Guarany sofreu apenas uma significativa reforma em 1970, com reparos no teto, danificado pelo tempo.
http://theatroguarany.blogspot.com.br/p/fotos.html

 


PREFEITURA MUNICIPAL DE PELOTAS

A primeira referência histórica do surgimento do município data de junho de 1758, através da doação que Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Fugindo da invasão espanhola, em 1763, muitos dos habitantes da Vila de Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. A eles vieram juntar-se os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777, cumprindo o tratado de Santo Ildefonso assinado entre os dois países.

Em 1780, o português José Pinto Martins, que abandonara o Ceará em consequência da seca, funda às margens do Arroio Pelotas a primeira Charqueada. A prosperidade do estabelecimento, favorecida pela localização, estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início da cidade de Pelotas.

A Freguesia de São Francisco de Paula, fundada em 07 de Julho de 1812 por iniciativa do padre Pedro Pereira de Mesquita, foi elevada à categoria de Vila em 07 de abril de 1832. Três anos depois o Presidente da Província, Antônio Rodrigues Fernandes Braga, outorgou à Vila os foros de cidade, com o nome de Pelotas, sugestão dada pelo Deputado Francisco Xavier Pereira. O nome originou-se das embarcações de varas de corticeira forradas de couro, usadas para a travessia dos rios na época das charqueadas.

A grande expansão das charqueadas fez com que Pelotas fosse considerada a verdadeira capital econômica da província, vindo a se envolver em todas as grandes causas cívicas. Pelotas tem a segunda maior concentração de curtumes do Estado e uma das maiores capacidades curtidoras de couro e peles do Brasil.

O município tem tradição na cultura do arroz, pêssego e aspargo. A produção do leite é o grande destaque na pecuária, constituindo a maior bacia leiteira do Estado. Pelotas apresenta um comércio ágil e diversificado com serviços especializados e empresas de pequeno, médio e grande porte.
http://www.pelotas.rs.gov.br/cidade/historia.php

BIBLIOTECA PÚBLICA PELOTENSE

Nos idos de 1875, mais precisamente em 14 de novembro, uma assembleia que reúne 45 pessoas lança as bases de uma sociedade civil, sem fins lucrativos, cujo nome e modelo são preservados até os dias atuais: a Bibliotheca Pública Pelotense. Idealizada por Fernando Luís Osorio, filho do general Osorio, em princípios de 1871, a ideia é entusiasticamente patrocinada por Antônio Joaquim Dias, diretor do jornal Correio Mercantil, que, em 12 de novembro, publica em seu jornal um convite “dirigido aos obreiros do progresso público para reunirem-se em 14 do mesmo mês, nos salões da Sociedade Terpsychore, para a fundação da nova instituição cultural”.

Um ano após a sua fundação, no mês de março, sob a presidência do Dr. Saturnino Epaminondas de Arruda, a novel entidade é instalada na parte térrea de um sobrado cedido por João Simões Lopes, Visconde da Graça, situado na rua General Victorino, esquina General Neto, onde hoje se instala a Secretaria Municipal da Educação. O modesto acervo, doado pela comunidade, registra 960 volumes.

Em 1877, em um tempo de expressiva exclusão social, quando praticamente inexistia no território nacional um sistema de ensino, a diretoria da Bibliotheca, focada na prestação de serviços educacionais e culturais à comunidade, cria cursos noturnos para as classes menos favorecidas, ofertando cursos gratuitos de alfabetização para adultos. No ano seguinte, dá outro importante passo na área a que se destina: começam as conferências públicas, quando a instituição traz a Pelotas nomes relevantes nos mais diferentes campos do conhecimento humano.

Ainda em 1878, em razão de projeto elaborado por José Izella Merotti, é lançada a pedra fundamental e imediatamente dada a largada para a construção dos alicerces de prédio próprio à Praça Dom Pedro II, atual Coronel Pedro Osório, erguido graças às doações da classe social mais elevada da cidade que importa da Europa vários materiais de construção, como os marcos de pedra e o arco de granito da entrada principal, originários de Portugal. Mas a população pelotense, de um modo geral, também dá a sua contribuição pessoal, doando madeiras, tijolos, pregos, além de dinheiro arrecadado em bazares e quermesses. Três anos depois, os livros, já transferidos para o novo endereço, ocupam a primeira sala que é inaugurada em 12 de março de 1881. Em agosto de 1888, ano da assinatura da Lei Áurea e um ano antes da proclamação da República, sob a orientação do construtor Manoel J. Rodrigues, o primeiro piso do edifício está concluído.

Fundada para atuar como centro multicultural de caráter regional, a Bibliotheca Pública de Pelotas recebe, desde a sua fundação, grande número de peças e documentos relacionados à memória histórica da Região Sul. E é, justamente, para dar organização racional e albergue institucional a este acervo que, em 1904, é criado por Baldomero Trapaga Y Zorrilla, o Museu Histórico e Bibliográfico, novo ente integrante da Casa.

Em 1915, dia 27 de junho, na gestão do coronel Joaquim Augusto de Assumpção Jr., um grande acontecimento ocorre na nossa Bibliotheca. Com a presença de grande número de pessoas é entregue à cidade de Pelotas a reforma do primeiro piso e a ampliação do prédio mediante a construção do andar superior. A inauguração do segundo piso é motivo de destaque por parte da imprensa local, conforme registros em ata lavrada por João Simões Lopes Neto, primeiro-secretário da Casa. Obra iniciado em 1911, conforme projeto elaborado por Caetano Casaretto, o belo edifício está pronto. E a Bibliotheca, que recebe novas doações de livros, persegue o seu objetivo.

Em 11 de maio de 1946, a II Guerra Mundial terminara em 1945, conforme manchete do Diário Popular, a diretoria mais uma vez convida associados, autoridades e o público em geral para a cerimônia de inauguração da recém-criada Biblioteca Infantil Érico Veríssimo. O ato conta, inclusive, com a presença do elogiado literato gaúcho. Com obras de interesse específico para o público infanto-juvenil, o espaço é hoje um dos mais procurados. Nele se desenvolve, semanalmente, o projeto Hora do Conto, que conta com a participação cada vez maior de escolas públicas e particulares da cidade.

No raiar do século 21, o edifício que começara a nascer em 1878 com o lançamento da pedra fundamental e a construção do piso inferior, apesar da obras de ampliação e reforma do primeiro piso executadas no período 1911/1915, demanda uma total recuperação. Há goteiras, cupins que se alimentam do madeiramento e desgastes naturais devidos à ação deletéria do tempo.

Em 2005, na madrugada de 5 de janeiro, há um desabamento parcial do telhado. Graças a uma ágil mobilização da comunidade pelotense, que disponibiliza a quantia de 115 mil reais a ser aplicada na obra, em 43 dias de trabalho intensivo é realizada a recuperação da claraboia central, uma magnífica estrutura de madeira, metal e vidro de 100 metros quadrados.

Mas a diretoria da Casa, liderada pela presidente Lisarb Crespo da Costa, não descansa. E busca novos recursos. Com base em um projeto que começara a ser elaborado em 2003, com recursos captados através da Lei Rouanet, o Grupo Votorantim, patrocinador exclusivo, dá início à total recuperação física do prédio centenário. A primeira etapa do restauro é executada em 2007; a segunda, no ano seguinte. A obra é o primeiro restauro integral de prédio histórico de estilo eclético.

Em 5 de março de 1876, como escrevi no início do artigo, a recém-fundada Bibliotheca Pública Pelotense ganhara – em espaço cedido, é verdade – endereço, espaço, estantes e, obviamente, livros: 960 exemplares. Hoje, ao completar 137 anos de existência, instalada em magnífico edifício com 1.430 metros quadrados alberga um acervo invejável: 200 mil livros!

Em suas instalações, a Bibliotheca albergou o Clube Abolicionista que realizou, em 1881, portanto oito anos antes da abolição da escravatura no país, sua primeira sessão em 16 de outubro, ocasião em que foram expedidas cartas de alforria a 14 escravos; acolheu a Sociedade Beethoven, fundada em 1892, que ofereceu ao público pelotense memoráveis concertos; recebeu a Banda União Democrata que efetivou, em 1896, sua apresentação inaugural; hospedou a Sociedade Terpsychore, que no início do século 20, valeu-se da Casa para oferecer aos apaixonados pela música concertos populares sobre a regência do maestro Demétrio Pinto Bandeira; proporcionou a realização da I Exposição de Belas Artes, da então Província do Rio Grande do Sul, em benefício da construção do Asilo de Mendigos, e do I Congresso Rural do agora Estado do Rio Grande do Sul.

Na Casa, em 1902, nasceram e deram frutos o Centro Médico de Pelotas, fundado pelos doutores Edmundo Berchon, José Brusque, Francisco Santos Lopes e José Cypriano Nunes Vieira, a Escola Prática de Comércio e a Escola de Artes e Ofícios, origem da Escola Técnica Federal, hoje integrada ao IF-Sul. Exerceram ainda suas atividades na Bibliotheca, a Associação Comercial, a Faculdade de Direito, o Conservatório de Música, a Escola de Belas Artes, a Sociedade de Cultura Artística, a Orquestra Sinfônica, o Clube de Cinema, o Instituto Histórico e Geográfico, a Academia Sul-Riograndense de Letras, a Escola Louis Braille e a Câmara de Vereadores.

Em 1960, na tarde de 26 de abril, conforme Ata 211, a diretoria da Bibliotheca, na presidência de Fernando Braga, e por proposta do diretor Luiz Fernando Lessa Freitas, é criada a Feira do Livro de Pelotas. A proposta é aprovada por unanimidade. Na ata, entre outros assuntos tratados na reunião, a proposta de Lessa Freitas assume o seguinte teor: “De acordo com a resolução dos prezados companheiros de Diretoria dessa biblioteca, apresento aqui algumas sugestões no sentido de realizarmos uma série de palestras sobre os temas mencionados que dividimos nos seguintes itens: 1º. Convidar um dos professores de nossa Escola de Belas Artes e Conservatório de Música para a realização de palestras sobre arte; 2º. Convidar um dos professores de nossas escolas de nível superior para a realização de uma palestra sobre literatura brasileira, portuguesa, italiana, espanhola, inglesa etc; 3º. Convidar uma pessoa indicada pela comissão que for designada pela diretoria para fazer uma palestra sobre História do Brasil ou um dos seus aspectos; 4º. Pleitear junto à Divisão de Cultura da Secretaria de Educação a vinda de conferencistas para a realização de palestras; 5º. Patrocinar exposições de pintura, escultura, gravura etc, conforme as realizadas anteriormente na nossa biblioteca. 6º. Pleitear junto ao Sr. Prefeito para que seja oficializada a realização de uma feira do livro (o grifo é nosso) em nossa cidade, a exemplo do que é feito em Porto Alegre; 7º. Comemorar as datas nacionais, realizando sempre que possível, palestras alusivas; 8º. Fazer o máximo de divulgação das realizações acima mencionadas, através da imprensa falada e escrita, bem como visitas aos estabelecimentos de ensino.”. Levada à consideração do prefeito municipal, João Carlos Gastal, a ideia é entusiasticamente ratificada. Oficializada, a I Feira do Livro de Pelotas é realizada na praça Coronel Pedro Osório e se constitui em um grande evento cultural que alcança repercussão regional. Ela reúne dez estandes de livreiros locais e de Porto Alegre. Dela participam os editores Henrique Bertaso, da Editora Globo, e Ênio Silveira, da Editora Civilização Brasileira, além dos escritores Carolina de Jesus, Moisés Vellinho, Franklin de Oliveira, Heloisa Nascimento, Noemy Osório Caringi, Oscar da Cunha Echenique e Irajá Nunes. Convidado para ser o orador na solenidade de abertura da I Feira do Livro de Pelotas, o Dr. Mozart Victor Russomano pronunciou brilhante oração. Ao encerrar o discurso, o orador referiu-se ao poeta Castro Alves, dizendo: “A praça é do povo como o céu é do condor”.

Interrompida em 1964, em razão do movimento revolucionário, a Feira somente voltará às ruas 14 anos depois, em 1978. Tendo como patrono o saudoso Irajá Nunes, foi realizada no calçadão da rua Andrade Neves. E assim, nascida e criada no seio da Bibliotheca Pública de Pelotas, a Feira do Livro escreve a sua história.
http://www.bibliotheca.org.br/

O CASARÃO 8

Construído em 1878 pelo conselheiro Francisco Antunes Maciel, o Casarão 8 foi tombado em nível federal pelo Iphan em 1977. O Instituto considera o prédio o segundo mais belo patrimônio do país. A obra é atribuída ao arquiteto italiano José Isella, autor também da capela da Santa Casa de Pelotas. Ganha destaque na obra a riqueza de elementos arquitetônicos da fachada com ornatos em estuque, balaústres e estátuas em faiança.

No período de 1950 a 1973, o Casarão serviu para a instalação do Quartel General da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada de Pelotas. No ano de 1973, recebeu a unidade da Superintendência para o Desenvolvimento da Região Sul (SUDESUL), extinta em 1990. Em 1976, a Secretaria Municipal de Obras e Viação passou a ocupar o prédio até 1978, quando a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente passou a funcionar no local. Mais tarde o Casarão foi ocupado pela Cooperativa Habitacional dos Servidores Públicos Municipais.

O prédio faz parte do Patrimônio Histórico, formando um conjunto arquitetônico em estilo Neoclássico juntamente com o Casarão 2 e 6. O IPHAN considera o Casarão 8 o segundo mais belo patrimônio do País. Ganha destaque na obra a riqueza de elementos arquitetônicos da fachada com ornatos em estuque, balaústres e estátuas em faiança.

A Universidade Federal de Pelotas  adquiriu o imóvel em 2006 e em 2009, a Universidade deu início ao restauro emergencial do Casarão com o intuito de conter o processo de degradação que a obra sofria em função da ação do tempo, da falta de manutenção e de cuidados adequados. Desde 2010, o Casarão está em processo de restauração definitivo. O restauro é necessário para a preservação deste importante patrimônio cultural e a adequação das instalações ao novo uso.

O Casarão sediará o Museu do Doce e o Museu da Antropologia e Arqueologia, além de uma sala de cinema, auditório, salas de exposição permanente, uma sala de exposição temporária, espaço para oficinas e ações educativas, um laboratório de conservação, setor administrativo, área de acolhimento e convivência e um local destinado para estudos e pesquisas.

 

 

 

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